Mulher Saúde
O exame Papanicolau detecta quais doenças?
24 de maio de 2018
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O Papanicolau é um dos exames mais comuns na vida das mulheres e tem que estar na lista de prioridades no caso daquelas que têm vidas sexualmente ativas. A importância disso está no fato de você saber: o exame Papanicolau detecta quais doenças?

O principal deles é o câncer de colo do útero, mas também podemos considerar a detecção de outras doenças consideradas graves, como o câncer de ovário e o câncer de endométrio.

Leia este artigo completo e saiba tudo o que importante sobre o exame Papanicolau, também chamado de Citologia ou Colpocitologia Oncótica.

O que é o exame Papanicolau?

O exame Papanicolau é um poderoso e simples exame que consiste na coleta de material do colo do útero a partir de uma “colher de raspagem”.

Tudo é feito em um consultório médico ou laboratório clínico por um profissional especializado, como um médico ginecologista.

Após recolher o material, o médico envia para a análise.

O exame não costuma doer, sendo que pode acontecer alguns pequenos incômodos durante a realização por conta da introdução do “espéculo” e da “espátula”.

Bom, podemos incluir aqui uma curiosidade: o nome Papanicolau foi dado em homenagem ao médico grego Geórgios Papanicolau, que foi considerado o pai da citopatologia, uma ciência que estudo os exames de células.

O método, portanto, foi criado em 1940.

Quem pode fazer o exame Papanicolau?

O mais indicado é que todas as mulheres com vida sexual ativa façam o exame Papanicolau devido à sua importância e ele deve seguir sendo feito até os 64 anos de idade.

Após 2 anos de exames com resultados normais, o Ministério da Saúde recomenda que o procedimento passe a ser feito em um intervalo maior, de 3 anos, desde que não haja troca do parceiro sexual.

Uma dúvida muito comum é sobre o fato de: será que as virgens podem fazer o exame Papanicolau? Os médicos afirmam que sim, sendo que ele não causa riscos ou problemas para as pacientes, nem mesmo em relação à ruptura do hímen.

Já as pacientes grávidas também podem fazer o exame, porém até o 4 mês de gravidez, sendo que é preferível que seja feito na 1ª consulta de pré-natal.

Também é preciso saber que antes de realizar o exame Papanicolau, a recomendação é que a paciente não esteja menstruada e que não tenha tido relação sexual nos dois últimos dias.

Por que o exame Papanicolau é importante?

Conforme uma pesquisa do British Medical Journal (BMJ), a taxa de sobrevivência de mulheres com câncer de colo do útero que é detectada por esse exame chega a 92%.

Ao mesmo passo, quem não faz o exame e são diagnosticadas apenas pelos sintomas tem taxa de sobrevivência de apenas 66%.

Aqui você já consegue perceber o assunto central deste conteúdo [o exame Papanicolau detecta quais doenças] porque mais do detectar, ele torna possível fazer o tratamento correto e com mais assertividade.

Um fato importante de ser citado aqui é que na fase inicial os tumores malignos (que causam os cânceres) não apresentam sintomas, dessa forma fica muito difícil conseguir fazer o tratamento.

Então, o exame Papanicolau é a melhor saída para quem quer prevenir essas doenças.

Isso porque ele detecta as alterações das células antes mesmo de os sintomas aparecerem e como consequência os médicos podem descobrir se existem males no corpo da mulher, que precisam ser tratados com urgência.

Nesse caso, estamos falando em prevenir as doenças, assim como trata-las nas suas fases iniciais, o que torna o poder de cura muito maior.

O exame Papanicolau detecta quais doenças?

Depois de apresentar todo esse contexto sobre o exame Papanicolau, vamos considerar todas e mais importantes doenças que são detectadas pelo exame clínico ginecológico.

No caso das doenças que podem ser diagnosticadas, as mais comuns são: câncer de colo uterino, de ovário e endométrio.

Também é possível encontrar as neoplasias intraepiteliais cervicais e as doenças sexualmente transmissíveis, como a tricomoníase e a gonorreia.

Além delas, outras doenças podem ser prevenidas, como as infecciosas (como endometrite e salpingite) e as lesões pré-cancerígenas.

Mas, a lista de doenças que pode ser detectadas com o exame Papanicolau é extensa, passando por sífilis, condilomatose, clamídia, cancróide, etc.

Os resultados dos exames Papanicolau

Os resultados desses exames tão importantes para as mulheres podem ser vários – e por isso, você sempre deve ver em conjunto com o seu médico porque a linguagem nem sempre é fácil.

Eles são gerados em um período que varia entre 3 e 14 dias.

Nós fizemos uma lista de resultados que podem aparecer [conforme a Organização Mundial da Saúde] e isso vai facilitar o seu entendimento, leia agora.

  • Classe I – quer dizer que o colo do útero está normal e saudável,
  • Classe II – há alterações, que podem ter sido causadas por inflamações vaginais,
  • Classe III – existem alterações nas células, que possivelmente podem ser o HPV,
  • Classe IV – indicam um provável câncer de colo de útero,
  • Classe V – presença confirmada de câncer de colo de útero,
  • Amostras Insatisfatórias – quer dizer que o material colhido não foi adequado.

Mais uma vez vamos reafirmar: os resultados devem ser vistos e analisados junto com os médicos, especialmente para saber qual o melhor tratamento a ser feito.

Para você ter uma ideia, as infecções por HPV ou alterações na célula devem ser refeitos após 6 meses e os que suspeitam de câncer, devem ser acompanhados de uma coloscopia.

Mais sobre o câncer de colo de útero

Apesar de ter influência em tantas doenças, o câncer de colo de útero é um dos que merecem destaque no exame Papanicolau.

Como visto, ele não tem sintomas nas suas fases iniciais. Mas, em estágio mais avançado, pode acontecer sangramentos vaginais, dor durante a relação sexual, distensão do abdômen e outros órgãos.

Além disso, a paciente ainda pode apresentar a perda de apetite, o emagrecimento, a fadiga, a dor pélvica, a dor lombar e o inchaço nas pernas.

E existem muitas formas de prevenir a doença, tais como evitar contraceptivos orais, não ter uma vida sexual muito cedo, ter poucos parceiros sexuais, ter boa higiene pessoal, evitar o tabagismo, entre outras.

E, mais uma vez lembrando: o exame Papanicolau é a melhor forma de detectar a doença.

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