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Picada de pernilongo em bebês: 4 cuidados que todos os pais deveriam saber
16 de maio de 2018
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A picada de pernilongo em bebês é um assunto bastante difundido na medicina infantil porque costuma assustar os pais, especialmente os de primeira viagem. Mas, há cuidados simples que podem solucionar o problema.

E além dos pernilongos, outros insetos também podem ser os agentes causadores de coceiras e vermelhidão, como os borrachudos, as pulgas, as formigas, as vespas, os marimbondos e as abelhas.

Algumas picadas são mais ardidas do que outras, mas os cuidados listados abaixo podem amenizar os sintomas mais comuns causados.

E no final do artigo ainda vamos falar sobre o uso de repelentes em bebês – não deixe de ler!

1 – Evite que os bebês cocem a picada

Independente de qual seja o inseto causador, que pode ser mosquito ou pernilongo ou qualquer outro, o ideal é evitar que os bebês cocem a área afetada.

O motivo é que isso poderia piorar os sintomas ou mesmo causar futuras infecções se a pele for rompida.

Como fazer isso?

A recomendação é que os pais cobrem as áreas picadas com mangas e calças compridas. Se as picadas forem nos pés, use meias e se forem nas mãos, as luvas.

Outra dica é manter sempre as unhas das crianças cortadas para que elas não se arranhem muito quando houver picadas de insetos.

Impetigo

Abrimos um novo tópico aqui porque isso é muito importante de você saber.

Se o bebê coçar muito frequentemente a picada, pode ser que ela infeccione e uma bactéria entre no local.

Isso é chamado de impetigo.

E aí então pode haver febre ou um inchaço maior do que o comum.

A infecção é tratada com remédios antibióticos receitados por médicos, além de pomadas.

2 – Use uma bolsa de gelo sobre a picada

Outra medida rápida e natural para amenizar a picada de pernilongo em bebês é usar o gelo envolvido por um pano ou uma compressa gelada para aliviar a sensação da coceira.

Porém, muita atenção aqui: nunca aplique o gelo diretamente na pele do bebê porque isso poderia queimá-la, considerando que ela ainda é muito frágil.

A compressa fria pode ficar exposta por 15 minutos seguidos.

3 – Reconheça se há reações mais severas

Caso seu bebê tenha recebido uma picada de inseto, o ideal é buscar a ajuda de um médico pediatra para saber quais cuidados tomar.

Mas, inicialmente, você pode tomar algumas medidas, como as citadas acima.

Agora, também é importante que você faça um reconhecimento se há reações mais severas, como dificuldades respiratórias, dificuldades para engolir, febre ou pressão baixa (hipotensão).

Se um desses sintomas aparecer, o ideal é que você procure a ajuda médica também, mas de maneira imediata, em um hospital pediátrico, por exemplo.

Por outro lado, há sintomas comuns, que podem aguardar a consulta médico, sendo:

  • Coceira – ocorre porque o corpo combate o veneno do agente,
  • Inchaço – ocorre no ponto da picada e combate a toxina do inseto,
  • Vermelhidão – acontece porque o corpo envia sangue para a área picada.

Em todo caso, procure ajuda médica antes de optar pelo uso de medicamentos, que é o próximo tópico.

4 – Descubra se há a necessidade do uso de medicamentos

O tratamento da picada de pernilongo em bebês é, quase sempre, sintomático.

Isto é vamos tratar apenas os sintomas dos bebês e não a causa em si.

E esses tratamentos podem incluir o uso de remédios sim, como as pomadas.

Mas, claro que isso é preciso passar por uma análise pediátrica antes.

Por exemplo, o médico pode receitar um corticosteróide em creme, que são usados para controlar a inflamação e a coceira da picada.

Também há a loção de calamina, que é usada para aliviar a dor, coceira e também pequenas irritações na pele dos bebês.

Já os anti-histamínicos, usados em crianças, são para os casos mais raros, quando esses pacientes apresentam reações alérgicas à picada.

– Nunca aplique pomadas que contenha cânfora e nenhuma outra sem a prescrição médica ou o aconselhamento de um farmacêutico.

Pode usar repelentes para evitar a picada de pernilongo em bebês?

É consenso entre os pediatras que os repelentes, mesmo aqueles específicos para os bebês, não sejam usados antes dos 6 meses de vida.

O motivo é simples: esses produtos podem ter substâncias químicas que são prejudiciais aos bebês e que podem provocar também as reações alérgicas ou tóxicas.

A exceção desse uso é para quando há casos de surto de doenças transmitidas por mosquitos, sendo que é necessária a orientação do pediatra.

E mesmo quando o uso é permitido, os pais precisam se atentar ao fato de que alguns produtos tem muita concentração de DEET, uma substância tóxica.

Então, o ideal é usar repelentes que tenham somente 35% de concentração de tais substâncias, já que elas poderiam ser eficazes contra os insetos e não prejudiciais aos bebês.

Como evitar a picada de insetos nos bebês?

Bem, a melhor forma de prevenir essas picadas é deixando os insetos o mais longe possível dos bebês.

E como fazer isso é que é a grande charada.

Você pode criar soluções, como usar as telas nas janelas e os mosquiteiros no berço.

Quanto ao uso de aparelhos de tomada que liberam inseticidas, eles não são recomendados porque podem liberar substâncias prejudiciais.

As velas e os difusores de citronela são soluções caseiras que podem ser usadas, mas com muita cautela porque podem causar alergias nos bebês, também.

E, como já não é novidade para ninguém, evitar os criadouros do mosquito continua sendo a melhor forma de prevenir as picadas de mosquitos nos bebês.

Por fim, vale dizer ainda que os tecidos naturais, que não esquentam demais no calor e permite a respiração da pele também é uma boa recomendação para se evitar picadas de insetos.

E o que você ainda não sabia é que cores escuras podem atrair os insetos, portanto, invista nas roupas claras.

E vista sempre os seus bebês, especialmente no período diurno, já que alguns mosquitos (como o Aedes aegypti) costuma picar durante o dia.

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